Tava lendo esses dias uma matéria da Economist sobre os “like-minded neighbours“, dos EUA. São bairros que estão sendo formados apenas por pessoas que têm afinidades ideológicas. Republicanos com republicanos, democratas com democratas, ambientalistas com ambientalistas. A matéria questionava até que ponto essa postura era interessante para a democracia, indagando se isso não seria um sintoma de intolerância, de uma capacidade cada vez menor de dialogar, debater e, até mesmo, conviver com pessoas que pensam diferente da gente.
É engraçado, mas a superoferta de canais de informação torna possível hoje que uma pessoa passe a vida inteira lendo apenas sobre coisas que nas quais já acredita. Pensar mesmo, pouco importa: importa é encontrar pessoas que ratifiquem nossas posições. Triste isso.
Uma das coisas que mais me orgulho é de conseguir ter amigos e me relacionar com pessoas que pensam diferente de mim. É mais difícil mesmo. Mas também é mais enriquecedor.