mais nanoliteratura

é bom ficar claro que não tenho nada contra a nanoliteratura. pelo contrário. acho um dom e tanto. como todo bom prolixo (brinquem com os sentidos), invejo nos outros a capacidade de síntese.

quando eu era criança pequena em guarapari, tinha lá uns cabras que se dedicavam quase que integralmente a esse tipo tão peculiar (e desafiador) de literatura: Ivan Castilho e Júlio Tigre. fãs confessos de Trevisan e Leminski (agora fiquei pensando onde entra curitiba nessa história, mas acho melhor não elucubrar sobre isso agora), os caras conseguiram avançar bastante na técnica. engraçado como conseguiam tirar lá seus “instantâneos de realidade”, ricos naquela crueza bárbaro-lírica, típica dos maratimbas nascidos ou crescidos naqueles prados.

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