tô em guarapari. depois de uma viagem penosa, que terminou em vitória (os ônibus da itapemirim para a cidade saúde estavam esgotados, tive de optar pela águia branca e não atinei que poderia ter descido em vila velha), passei a manhã inteira percorrendo açougues e supermercados, na companhia de meu pai e de eduardo (o cara que aluga o andar térreo aqui de casa), em busca de carne e cervejas.
guarapari não mudou muito. o trânsito de verão continua um inferno, os mineiros são maioria e os supermercados têm mais filas que produtos. tem também o preço de tudo, que cresce exponencialmente nos meses que precedem o natal e continuam assim até fim de janeiro. depois disso, tudo volta à normalidade. todas as sorveterias fecham, o movimento dos restaurantes mingua e as boates aguardam o próximo feriado, quando, quem sabe, haverá publico para justificar um novo abrir de portas.
a propósito, lembram da moça que vendia churrasquinho em frente ao shopping, que foi mencionada naquele texto sobre “quando eu era jornalista”? pois sim, parece que subiu de vida. agora ela tem um… é…, como vou dizer… um estabelecimento. eu procurava uma distribuidora de bebidas quando avistei, à minha esquerda, o “churrasquinho da filó”. mentalmente, desejei sorte à moça. quem sabe os anúncios daquele tempo tenham surtido algum efeito…
as ao contrário de dona filó, que mudou de endereço, os shows de verão em guarapari não mudaram quase nada. estavam lá, nos outdoors, as mesmas caras: chiclete com banana, lulu santos, emerson nogueira e a choldra de sempre, pronta para mobilizar multidões de mineiros alcoolizados e ensandecidos em mini-micaretas que, aqui, nunca deixarão se ser “a boa do verão”.
já passa da hora de começar a beber…